segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Feira do Livro de 9 a 16 de dezembro

Aberta à comunidade educativa, a Feira do Livro, promovida pela Biblioteca Escolar, proporciona a aquisição de livros a preços atrativos e integra diversas atividades de índole cultural, essencialmente direcionadas para a promoção da leitura. 






terça-feira, 24 de novembro de 2015

Lâmpada de gelo - Newton gostava de ler

No Dia Nacional da Cultura Cientifica – 24 de novembro – teve lugar na Biblioteca Escolar mais um encontro do projeto “Newton gostava de ler”. A sessão, sob o tema “Lâmpada de gelo”, começou, como habitualmente acontece, com a leitura de excertos de uma obra, desta feita, Os Mistérios de Casimirode António Pocinho. Casimiro é um rapaz para quem tudo é um mistério, pondo tudo em causa, desde a sua própria existência a tudo aquilo que o rodeia.

“A Camila gostava de ser casada com um agente secreto, e eu disse que sim, que até ia para agente secreto se fosse preciso. Só que ela disse que não queria casar comigo, que eu era pouco prático. Disse-lhe então que sabia arranjar candeeiros e fichas e vai daí ela pediu-me para ir a casa dela arranjar um candeeiro. Não pude recusar. Apesar de não saber, já tinha visto filmes de bombas-de-relógio, e supus que arranjar um candeeiro fosse como desativar uma bomba-de-relógio. Corta-se o fio vermelho… ou será o amarelo?... se calhar é o preto… já não me lembro… bom, só espero que o candeeiro não expluda.”

Lido este último excerto, passámos à realização da experiência científica: a construção de uma lâmpada de gelo. Com a ajuda de fios elétricos, duas pilhas (de 1,5 V cada) e um LED, construímos um circuito elétrico. Introduzimos o LED dentro de um balão, que enchemos com água e colocamos no congelador. Enquanto as professoras de Física e Química transmitiam alguns conhecimentos sobre LED e circuitos elétricos, chegámos a um surpreendente resultado: FEZ-SE LUZ!






segunda-feira, 23 de novembro de 2015

 Semana da Ciência e da Tecnologia 2015

A Semana da Ciência e da Tecnologia 2015, que decorre de 23 a 27 de novembro, é uma iniciativa do Programa Ciência Viva e tem como finalidade proporcionar aos estudantes uma oportunidade de aproximação à realidade da investigação científica e tecnológica.

Aliando-se a esta iniciativa, o Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, em parceria com a Biblioteca Escolar, promove, durante a semana, um conjunto de atividades direcionadas para as diversas áreas do conhecimento científico.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sessão de formação 
"Potencialidades do catálogo coletivo"


Durante a próxima semana, no âmbito do projeto "Literacia da Informação e digital", serão realizadas, na Biblioteca Escolar, sessões de formação sobre as potencialidades do catálogo coletivo da RBCE (Rede de Bibliotecas do Concelho de Esposende), dirigidas a todas as turmas do 7º ano de escolaridade. O catálogo coletivo da RBCE reúne as coleções de todas as bibliotecas do Concelho de Esposende e constitui uma excelente ferramenta de partilha e otimização de recursos.
Para conheceres o catálogo, clica aqui.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama


No âmbito do projeto - Outubro Rosa | Semana da prevenção do cancro da mama -, a Equipa de Promoção e Educação para a Saúde, a Direção da E.S.H.M, a Biblioteca Escolar e a Associação de Estudantes convidam toda a comunidade escolar a vestir, no dia 29 de outubro, uma peça de roupa cor de rosa, de forma a assinalar o "Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama".

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sessões de formação "Como criar um livro digital?"

No âmbito do projeto "Literacia da Informação de Digital", vão decorrer esta semana sessões de formação subordinadas ao tema "Como criar um livro digital?", dirigidas a todas as turmas do 8º ano. Como criar um livro digital com recurso à ferramenta digital da web 2.0 - ISSUU -, como partilhá-lo e utilizá-lo de forma pedagógica são os objetivos desta sessão. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dia Mundial da Alimentação - 16 de outubro

É unanimemente reconhecido por nutricionistas, médicos e demais profissionais de saúde a importância crucial que o pequeno-almoço tem como refeição, sendo mesmo considerada a refeição mais importante do dia. O pequeno-almoço funciona como o nosso “carregador de baterias”, é essencial para restabelecer a energia e os nutrientes necessários ao início de um novo dia, permitindo assim uma melhor atitude e melhor desempenho face à escola ou no trabalho.


Hoje, no Dia Mundial da Alimentação, e, por sugestão da Equipa PES (Promoção e Educação para a Saúde), a Escola oferece a todos os elementos da comunidade escolar um pequeno-almoço saudável, constituído de um pão, um copo de leite e uma peça de fruta. Este pequeno-almoço poderá ser acompanhado da leitura de poemas alusivos a alguns alimentos saudáveis, expostos estrategicamente, pela Biblioteca Escolar, nos bares dos alunos e professores.  





segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Concurso Literacia 3D



Numa iniciativa inédita em Portugal, a Porto Editora apresenta LITERACIA 3D – o desafio pelo conhecimento.

LITERACIA 3D consiste num desafio nacional dirigido aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de todo o país, envolvendo os respetivos professores e estabelecimentos de ensino, com o propósito de avaliarem as suas competências na literacia da leitura, matemática e ciência. Este desafio pelo conhecimento decorre durante o ano letivo em três fases – local, distrital e nacional –, com base em provas interativas disponibilizadas através da plataforma online Escola Virtual.

Estão abertas as inscrições de alunos para esta iniciativa, sendo que, os alunos do 7.º ano serão desafiados para a literacia matemática e os do 8.º ano para a literacia científica. 


A realização da primeira fase deste desafio nacional acontecerá em cada um dos estabelecimentos de ensino durante o 1.º período letivo e servirá para apurar os respetivos alunos com melhores desempenhos nestas provas.
A competição prosseguirá, depois, para o nível distrital, que terá lugar no 2.º período, sendo, então, apurados os alunos com os melhores resultados por distrito.
A terceira e última fase constitui-se como a grande final, que se realizará no 3.º período e na qual serão encontrados os vencedores do desafio LITERACIA 3D.


Aceita o desafio!

 Inscreve-te até 23 de outubro 
junto do teu professor de Ciências Naturais ou de Matemática

 Para saberes mais, consulta o site www.literacia3D.pt
 A Arte de Contar- Newton gostava de ler

Na semana passada, decorreu, na biblioteca escolar, em várias sessões, a atividade “A arte de contar”, integrada no projeto “Newton gostava de ler”. A partir da leitura de alguns excertos do livro O homem que sabia contar, de Malba Tahan, os alunos foram chamados a resolver enigmas matemáticos. 
Cada turma do 7º ano foi organizada em quatro grupos que, rotativamente, se empenharam na resolução dos enigmas retirados do livro: “O quadrado mágico”, “A herança dos camelos”, “Oito pães e oito moedas”, “Os vasos de vinho e os três sócios”. Foi muita a animação e o entusiasmo que a discussão dos enigmas e a busca da solução gerou. Todos queriam ser os mais rápidos e mostrar às professoras presentes (Sara Filipe, Carla Carvalho, Fernanda Ferraz e Fernanda Vilarinho) e aos colegas, as suas habilidades ao nível do cálculo mental. No fim, os grupos discutiram e apresentaram as suas conclusões.
Esta atividade ilustra na perfeição como a Literatura se pode transformar na melhor maneira de ensinar e aprender Matemática. 



O protagonista desta história é Beremiz Samir, um humilde pastor persa do século XIII, exímio na arte de contar. Beremiz é capaz de contar com precisão o número exato de flores de um jardim, os camelos de uma cáfila, as ovelhas de um rebanho ou as abelhas de um enxame.
Um dia, este dom é descoberto e Beremiz é, então, convidado a ir para Bagdad, no Iraque, a fim de solucionar vários problemas e enigmas, que ele consegue resolver com rigor e simplicidade matemática.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares



Aproxima-se outubro, o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE) e, com ele, mais uma oportunidade para as bibliotecas demonstrarem amplamente a importância que têm na vida das crianças e jovens, pelo trabalho que desenvolvem nas áreas da leitura e das literacias, no acesso à cultura e no desenvolvimento da cidadania.
O tema definido pela International Association of School Librarianship (IASL) para 2015 é: A biblioteca escolar é super! (tradução adotada pela Rede de Bibliotecas Escolares).
O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares estabelece 26 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar em Portugal, para 2015.
Como habitualmente, neste mês, convidamos os novos alunos a descobrirem o espaço e as valências da Biblioteca Escolar, através de atividades práticas, de caráter lúdico-pedagógico, numa sessão de esclarecimento chamada "Biblioteca Escolar - um tesouro a descobrir".

A propósito de bibliotecas, sugerimos-te a leitura do seguinte texto:


NAMORA UMA RAPARIGA QUE LÊ


«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler na mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito impercetível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira à superfície, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»
(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução livre de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Criar dunas - Newton gostava de ler


Realizou-se hoje, dia 9 de junho, mais uma sessão do projeto “Newton gostava de ler”, desta vez, subordinada ao tema "Criar dunas", e orientada pela professor bibliotecária, Fernanda Vilarinho, e a professora de Geografia, Conceição Saleiro. 
As obras que serviram de mote à atividade experimental foram "Diógenes", de Pablo Albo, com ilustração de Pablo Auladell, e "Pensageiro frequente", de Mia Couto.
Depois de lidos e explorados alguns excertos das referidas obras, seguiu-se a parte científica da sessão. O desafio era criar dunas. Com a ajuda de um secador de cabelo, os alunos do 8ºA desempenharam o papel de vento e construíram uma duna. Depois, ao repetirem a experiência, desta vez, com vegetação e alguns godos, perceberam que estes e outros elementos são fundamentais na proteção das dunas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015


"Escrever um conto, sorrir para a vida"

O Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direção Geral da Saúde e a Ordem dos Médicos Dentistas, laçaram o concurso de escrita de contos com o mote "Escrever um conto, sorrir para a vida", pretendendo motivar a escrita, a leitura e a criatividade, sensibilizando, ao mesmo tempo, para a saúde oral.
Os melhores trabalhos integraram uma Antologia de Contos cujo lançamento teve lugar numa cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde Oral, a 20 de março de 2015. Esta antologia está a ser distribuída em todas as bibliotecas escolares do país.
Ora, é com imenso prazer que a equipa da Biblioteca Escolar anuncia que o trabalho levado a concurso por esta escola foi selecionado para integrar a referida antologia. O conto em questão tem por título “A Vizinha do 6ºB” e é da autoria da aluna Ana Santos, do 10ºA.
Muitos parabéns à vencedora!
Não deixem de ler:


A vizinha do 6º B

                                                     “Daí ela lembrou-se de como é ser forte. Ela enxugou as suas lágrimas e sorriu. Sim, sorriu, porque ela sabe que algo melhor está por vir. Ela sabe.”
Tati Bernardi

            Todas as segundas-feiras, a vizinha do 6º B saía de casa às 6 horas, transportando consigo um saco de livros. Eu observava o seu ar apressado, quando deixava o prédio e caminhava em ritmo acelerado pela rua fora. Onde iria? Que livros transportaria? A quem iria entregar os livros? Quem seria, afinal, aquela mulher tão misteriosa?

            Havia já meses em que a via sair assim de casa, naquele jeito tão particular de andar! Um caminhar belíssimo, sublime, de uma fulgência cujo encanto as palavras não podem exprimir, mas só os olhos podem captar. Como era bela aquela mulher! E como era belo o seu modo de andar!

Quis segui-la. Sabia que não o deveria fazer, contudo não consegui encerrar, em mim, toda a curiosidade que me assaltava sempre que aquela mulher cruzava o meu olhar, sorrindo, e acompanhei-a. Percorremos ruas e avenidas, por entre multidões barulhentas e velozes, mas que, para mim, eram só vultos mudos já que o meu pensamento se distanciava de tudo o que me rodeava. Naquele momento, eu só pensava no quão radioso era o seu sorriso, na rapidez do seu andar e tentava acompanha-la, para não a perder de vista. Entrou num enorme edifício e eu assim o fiz também.

Subitamente deparei-me com uma imensidão de crianças, cujas faces tão frágeis carregavam já o peso da doença. As crianças esperavam ansiosas pela sua visita e, depois de muitos sorrisos calorosos trocados, ouviam, deliciadas, a doce voz daquela mulher quando ela, num tom quente de expressão sorridente acolhedora lhes dizia “Era uma vez…”.

As suas palavras eram como um abraço apertadinho, luminoso, que as levava ao colo para um mundo onde a palavra “doença” era inexistente. Respirava-se um ar repleto de alegria, salpicado de preocupação. Um sorriso rasgava-se em cada criança, e de vez em quando ouviam-se gargalhadas pequeninas e sinceras como as próprias crianças. Elas riam verdadeiramente para a vida como nenhum de nós sabe fazê-lo, com ingenuidade, incredulamente em relação ao grotesco que as circundava. Porque aqueles sorrisos eram puros e inocentes, mas acima de tudo eram necessários, porque, naquelas circunstâncias, cada um poderia ser o último, tornando - se urgente e essencial.

De súbito ela ficou imóvel e um ajuntamento de médicos lançou-se sobre uma pequena menina que, ali, se encontrava e a agonia e o pânico instalaram-se. Ela ficou ali, como que petrificada e nada a fazia sair daquele transe. Nem os gritos, nem os choros, nem mesmo os múltiplos empurrões de que foi alvo.

Não quis mais ficar ali e saí. O meu coração batia, acelerado como era o andar da vizinha do 6º B. Hesitei entre ir embora ou ficar. Não desisti do meu intento. Não podia ir para casa e fingir que nada se tinha passado! Estaria a enganar-me a mim própria.

Horas depois, a mulher saía daquele hospital, com as palavras do médico e os gritos de desespero da mãe a ecoarem. Aquelas vozes não lhe saíam da cabeça e as lágrimas escorriam-lhe, pesadas, pelo rosto pálido.

No dia seguinte, não a vi, nem na semana seguinte. Sentia a falta dela e do seu andar apressado, do riso partilhado que ecoava ainda em mim, no silêncio daquele prédio. Certamente que as crianças também sentiriam saudades. Esperei pacientemente pelo dia em que voltaria a ouvir os seus passos, que tornaria a deliciar-me com o seu sorriso. Ansiava pelo momento em que a normalidade se instalaria de novo.

Dias depois voltei àquele lugar, esperando vê-la. Ainda olhava em meu redor, procurando-a, quando uma menina me questionou se ela voltaria. Percebi, então, que desde aquele incidente, não tivera coragem de regressar. Compreendi a sua incapacidade de voltar a entrar naquele espaço onde tão trágico acidente acontecera e de enfrentar todos aqueles rostos outra vez.

Quando cheguei a casa, tive vontade de ir bater à sua porta, e explicar-lhe que a sua presença era necessária, que todos estavam indubitavelmente entristecidos com a sua ausência e que todos precisavam das suas histórias e dos sorrisos juvenis (sim, sorrisos que pareciam de menina, de uma brancura cintilante) envolventes a ela associados.

Mas o destino encarregou-se disso e houve um dia em que os passos alegres de uma criança encheram aquele espaço. Era uma das suas pequenas ouvintes que veio, pela mão do seu pai, chamar a leitora desaparecida.

Não sei que palavras disseram, nem quantas lágrimas derramaram, nem quantos sorrisos de cumplicidade trocaram. Calculo, porém, que aquele pequenino ser lhe tenha vindo agradecer toda a alegria e felicidade trazida, todos os momentos de amor, todos os carinhos, todos os sorrisos partilhados.

Talvez isso fosse o que eu lhe quereria também dizer. Depois de ter voltado ao lugar onde tudo aconteceu, e de, aí, ser questionada por aquela pequena criatura sobre a sua ausência, percebi a importância que aquela mulher tinha para todas aquelas crianças que, semanalmente a ouviam com atenção. Senti que lhe devia esse agradecimento, não só por ter feito sorrir muitas crianças, mas por me ter dado a conhecer aquele mundo, até então desconhecido.

Aquela mulher começara por ser só a vizinha misteriosa do 6º B que eu decidi seguir, um dia. Agora, ela tinha-se tornado numa heroína que vivia ainda no anonimato. Talvez ainda não se tivesse apercebido de que o era. Talvez só o pudesse ser por ser humilde e essa simplicidade a impedisse de se mostrar ao mundo. Talvez não fosse uma heroína, mas um anjo de guarda. Talvez…

Não sei o que aconteceu, naquele sexto andar, naquele dia, porém sei que, desse dia em diante, até ser muito velhinha, todas as segundas-feiras, a vizinha do 6º B saía de casa, às 6 horas, transportando consigo um saco de livros para ir fazer sorrir muitas crianças que viviam com o peso da doença, que, por momentos, desaparecia e voava para bem longe. E fazia-o porque, naquele mundo, no mundo que aquela mulher ia reinventando, enquanto contava histórias de encantar, a palavra “doença” não existia, só havia lugar para felicidade, alegria, amor e para momentos cheios de sorrisos afetuosos, aconchegantes seus e delas que ajudavam a percorrer cada degrau de uma difícil vida.

Os sorrisos para a Vida.


Ana Santos, 10ºA

segunda-feira, 11 de maio de 2015


"Je me présente - Voici mon Voki"


Integradas no projeto “Literacia da Informação e Digital”, a Biblioteca Escolar vai promover sessões de formação dirigidas às turmas do 7º ano, sobre a ferramenta digital Voki. Esta ferramenta da web 2.0 permite a criação de imagens virtuais que podem reproduzir mensagens previamente gravadas. Os alunos vão, nestas sessões, criar uma personagem virtual e gravar uma mensagem de apresentação em Francês, treinando, assim, competências, não apenas no domínio da literacia digital, mas também ao nível da expressão oral naquela língua.